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05 de Novembro de 2026
O projeto é uma proposta da atriz Elis Marinho, com direção artística de Rayssa Alves. A dança ficou a cargo da bailarina Nathiele Xavier, enquanto a maquiagem e o figurino foram assinados por Rafaela Alves. A mídia é de responsabilidade de Alice de Sousa.
De acordo com Elis Marinho, o projeto uniu teatro e dança no enfrentamento à violência contra a mulher. “A ação começou com uma intervenção que une teatro e dança para trazer a trajetória de uma mulher que justifica a violência, se cala por vergonha, até que decide denunciar e recomeçar. Em seguida, uma oficina, aberta a mulheres sem necessidade de experiência artística, levou as participantes a vivenciar essa história no próprio corpo”.
Conforme o assessor de Cultura, Murilo Henrique Araújo, a proposta uniu teatro e dança como instrumentos de cura, expressão e libertação, com foco no enfrentamento à violência. “Em um cenário em que essa violência ainda silencia muitas histórias, o projeto propõe a arte como caminho para a expressão, o acolhimento e a reconstrução. A mensagem central é que a arte não apaga as marcas da violência, mas pode abrir caminhos
para quem deseja ressignificá-las”, acrescentou Araújo.
Oficina “Movimentos que Curam”
Após a apresentação teatral, foi realizada a oficina “Movimentos que Curam”, ministrada por Elis Marinho. A atividade combinou exercícios de dança com lenço (do refúgio à liberdade) e quatro exercícios de teatro: espelho, imagem da palavra, teatro-fórum e imagem do futuro.
De acordo com Elis, “as participantes abriram espaço para expressar o que muitas vezes é difícil dizer, treinar estratégias diante da violência e conhecer a rede de apoio (Delegacia da Mulher, Ligue 180, CRAS, CREAS, Casa da Mulher Brasileira e medidas protetivas da Lei Maria da Penha). A ação contou ainda com uma roda de conversa e terminou com imagens coletivas e gestos de força, em clima de acolhimento”.
“Quando levamos esse monólogo para o palco, queremos dar voz a tantas mulheres que ainda se calam por
vergonha e por medo. Mas o projeto não termina na cena: a oficina é o momento de as mulheres olharem umas para as outras e perceberem que ninguém está sozinha. Mesmo quem não vive a violência aprende como a união é essencial para enfrentá-la. Aqui, o corpo fala quando a palavra trava, e é o mesmo corpo que cura. Existe rede de apoio, existe lei e existe um grupo de mulheres disposto a acolher”, destacou Marinho.
A iniciativa foi gratuita e realizada com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura, operacionalizada pela Prefeitura de Gurupi, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. A ação contou com o apoio da Secretaria Municipal da Mulher e Cidadania, do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e da Casa de Cultura da UnirG.
Thaís Lira e Luciene Marques – Ascom/UnirG
Fotos: Divulgação




