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02 de Outubro de 2026
Participação institucional aproxima a Universidade de discussões sobre transferência de conhecimento, deep techs, financiamento e transformação da pesquisa em impacto
A Universidade de Gurupi – UnirG participou do Encontro Anual de Coordenadores e Assistentes de Projetos da Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins - Fapto. O evento ocorreu no último dia 29, no auditório do Instituto Federal do Tocantins - IFTO, campus Palmas.
O Encontro reuniu profissionais envolvidos em projetos apoiados pela Fundação para discutir estratégias de aproximação entre produção científica, inovação, sociedade e setor produtivo.
Com o tema “Da Bancada ao Mercado: como transformar conhecimento em produtos e serviços”, a programação contou com palestra de Daniel Pimentel, diretor da Emerge Brasil, sobre oportunidades para aproximar a produção científica das demandas da sociedade e do mercado.
A UnirG foi representada pelo pró-reitor de pesquisa e pós-graduação, professor PhD. Walmirton Bezerra D’Alessandro, e pela professora, Ma. Kárita Carneiro Pereira. A docente integra a Universidade e possui atuação relacionada à pesquisa e à internacionalização institucional.
Durante a palestra, foram abordados conceitos relacionados à transformação da pesquisa em soluções aplicáveis, entre eles o Quadrante de Pasteur, ciência básica e aplicada, deep techs, o chamado “Vale da Morte” da inovação, financiamento conforme o estágio de desenvolvimento tecnológico, fortalecimento de laboratórios e grupos de pesquisa e aproximação entre universidade e empresas.
Segundo D’Alessandro, o Quadrante de Pasteur foi utilizado como referência para discutir a relação entre a
produção de conhecimento científico e a busca por aplicações práticas. “O conceito demonstra que a pesquisa básica pode coexistir com a preocupação em responder a problemas concretos, preservando o papel da ciência na produção de conhecimento e na formação de pesquisadores”, explicou o pró-reitor.
Outro ponto abordado foi a importância de aproximar pesquisadores de demandas reais da sociedade, dos serviços públicos e do setor produtivo. A identificação dessas necessidades pode contribuir para a formulação de novas perguntas de pesquisa, parcerias e projetos com potencial de aplicação.
“Os resultados científicos podem avançar para o desenvolvimento e a validação de tecnologias, produtos, processos e serviços. Para isso, entram em cena aspectos como propriedade intelectual, financiamento, transferência de tecnologia e empreendedorismo”, completou D’Alessandro.
A palestra também tratou das deep techs, empreendimentos baseados em conhecimento científico e tecnológico que podem atuar em áreas como biotecnologia, saúde, novos materiais, energia e processos industriais. Esse tipo de solução, em geral, demanda ciclos mais longos de desenvolvimento, infraestrutura especializada, validação e diferentes fontes de financiamento.
Entre os conceitos discutidos esteve ainda o chamado “Vale da Morte” da inovação, período em que uma pesquisa ou tecnologia apresenta potencial, mas ainda precisa superar etapas de desenvolvimento, validação e redução de riscos antes de alcançar escala ou atrair determinadas modalidades de investimento.
Nesse contexto, diferentes mecanismos de fomento podem ser utilizados de acordo com o estágio de desenvolvimento de cada projeto. Os pesquisadores que já acessam recursos públicos também podem buscar oportunidades no setor privado, na indústria e em mecanismos de financiamento internacional.
As discussões também destacaram o papel dos laboratórios e grupos de pesquisa. Além de equipamentos e infraestrutura, esses ambientes precisam contar com planejamento, equipes qualificadas, liderança e definição clara das áreas de atuação.
A aproximação com empresas, órgãos públicos e outras instituições depende, nesse sentido, da capacidade de tornar visíveis as competências científicas e tecnológicas disponíveis. Mais do que apresentar equipamentos e estruturas, é necessário demonstrar quais conhecimentos, tecnologias, serviços e capacidades podem responder a demandas concretas.
Possibilidades para o fortalecimento da pesquisa na UnirG
Os temas discutidos podem subsidiar iniciativas relacionadas ao mapeamento das competências científicas e
tecnológicas da UnirG, à organização de laboratórios e grupos de pesquisa e à identificação de fontes de financiamento compatíveis com as diferentes etapas dos projetos.
“A integração entre pesquisa, inovação, empreendedorismo e internacionalização também pode ampliar as possibilidades de cooperação e financiamento, especialmente em áreas que demandam redes de pesquisa, infraestrutura e investimentos de maior prazo”, enfatizou o pró-reitor de pesquisa, Walmirton D’Alessandro.
As discussões reforçaram que inovação e pesquisa científica atuam de forma complementar. A produção de conhecimento, a formação de pesquisadores e a estrutura científica são bases para que resultados com potencial de aplicação avancem de maneira organizada.
Nesse processo, a pesquisa pode percorrer diferentes etapas, desde a identificação de problemas e produção científica até o desenvolvimento e a validação de soluções, proteção intelectual, financiamento e eventual transferência de tecnologia, aplicação social ou inserção no mercado.
“A participação da UnirG no encontro possibilitou o contato com discussões sobre os caminhos para aproximar a produção científica das demandas da sociedade e do setor produtivo. Além disso, amplia o diálogo com profissionais envolvidos em projetos apoiados pela Fapto”, concluiu D’Alessandro.
Edição texto: Giselli Raffi - Jornalista Ascom
Fotos: arquivo pessoal