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Rádio UnirG

UnirG – Universidade de Gurupi
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CER completa primeiro ano com 6,7 mil atendimentos e amplia assistência especializada em Gurupi


31 de Agosto de 2026



Centro Especializado em Reabilitação, administrado pela UnirG em parceria com a Prefeitura de Gurupi, oferece atendimento multiprofissional nas áreas de reabilitação intelectual e física e acompanha cerca de 130 crianças com TEA

 

Um ano após o início dos atendimentos sob gestão da Fundação UnirG, o Centro Especializado em Reabilitação (CER) de Gurupi consolida-se como um importante serviço de assistência especializada para pessoas com deficiência na região. Nesse período, foram realizados 6.720 atendimentos, entre acompanhamentos terapêuticos e consultas especializadas nas áreas de Reabilitação Intelectual e Reabilitação Física.

O CER iniciou os atendimentos em junho de 2025, a partir da parceria entre a Fundação UnirG e a Prefeitura de Gurupi, por meio da Secretaria Municipal de Saúde - Semus. A unidade é classificada como CER II e atende moradores de Gurupi e de municípios da Região de Saúde Ilha do Bananal.

Atualmente, o Centro conta com 26 servidores, entre profissionais das áreas terapêuticas, neuropsicologia e especialidades médicas. A composição da equipe possibilita uma abordagem multiprofissional e integrada, considerando as necessidades específicas de cada paciente.

Mais do que os números, o primeiro ano representa a consolidação de um serviço que amplia o acesso da população a tratamentos especializados e fortalece a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência.

Entre os públicos acompanhados pelo CER estão pessoas com deficiência intelectual e pacientes inseridos nas modalidades de reabilitação para as quais o serviço é habilitado. Na Reabilitação Intelectual, estão incluídas pessoas com deficiência intelectual e crianças com Transtorno do Espectro Autista – TEA, níveis 2 e 3 de suporte, conforme os critérios de elegibilidade e os fluxos estabelecidos para o serviço.

Atualmente, aproximadamente 130 crianças com TEA são acompanhadas pelo Centro. O atendimento considera as características clínicas e as necessidades funcionais, familiares e sociais de cada paciente.

O acompanhamento é organizado a partir do Projeto Terapêutico Singular (PTS), instrumento que estabelece objetivos individualizados para cada usuário. A evolução é monitorada por meio de avaliações e reavaliações periódicas realizadas pelas diferentes áreas profissionais.

Esse modelo permite ajustar as estratégias terapêuticas sempre que necessário, de acordo com os avanços e as novas necessidades identificadas ao longo do processo de reabilitação.

Um dos diferenciais do serviço é a atuação da neuropsicologia, que contribui para uma compreensão mais ampla dos aspectos cognitivos, comportamentais e funcionais dos pacientes.

Atualmente, são concluídas, em média, 10 avaliações neuropsicológicas por mês. Os resultados auxiliam na definição das condutas terapêuticas e no planejamento do acompanhamento individualizado.

A integração entre as especialidades permite compartilhar informações e fortalecer o planejamento do cuidado, proporcionando uma assistência mais abrangente.

O CER reúne profissionais de Psicologia, Neuropsicologia, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia, Fisioterapia, Serviço Social, Nutrição e Educação Física, além de médicos das áreas de Neuropediatria, Psiquiatria, Ortopedia e Clínica Geral.

Cada especialidade contribui de acordo com suas atribuições para o processo de reabilitação. A integração entre as áreas é um dos principais pilares do serviço e permite construir estratégias de cuidado de acordo com as necessidades de cada paciente.

 

“Acolhendo as Cores” fortalece cuidado às crianças neurodivergentes

A assistência às crianças neurodivergentes também se articula com iniciativas desenvolvidas na rede municipal de saúde, como o projeto “Acolhendo as Cores”. Implantada pela Prefeitura de Gurupi na Atenção Básica em maio de 2024, a iniciativa antecede o início dos atendimentos do atual CER e foi criada com o objetivo de ampliar o acesso à avaliação e ao acompanhamento multiprofissional de crianças com suspeita ou diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista - TEA, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade - TDAH e Transtorno Opositivo-Desafiador - TOD.

Segundo a coordenadora do projeto, Samara Ferreira, a iniciativa contribuiu para ampliar o acesso das famílias aos serviços especializados.

“O projeto surgiu para aumentar o acesso à avaliação e ao acompanhamento multiprofissional de crianças com suspeita ou diagnóstico de TEA, TDAH e TOD, fortalecendo o cuidado na rede de atenção”, relatou.

Ainda segundo Samara, o projeto também ganhou reconhecimento em âmbito estadual e nacional. “Em 2025, a iniciativa foi selecionada entre experiências exitosas do SUS no Tocantins e apresentada na Mostra ‘Brasil, aqui tem SUS’, durante o Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, em Belo Horizonte”.

No contexto da rede de atenção, a iniciativa contribui para fortalecer o cuidado às crianças e suas famílias, especialmente diante da demanda por diagnóstico, acompanhamento e terapias especializadas.

“No CER, os pacientes elegíveis são acompanhados conforme os critérios e fluxos estabelecidos para o serviço de reabilitação, que integra a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência”, explicou Samara.

A atuação do CER ultrapassa os limites de Gurupi. O Centro é referência para os municípios que integram a Região de Saúde Ilha do Bananal, ampliando o acesso regional à reabilitação especializada.

A regionalização permite organizar o atendimento de acordo com os fluxos do Sistema Único de Saúde - SUS, articulando municípios, Atenção Primária e os demais pontos da rede.

Para moradores de Gurupi, o acesso ocorre por meio da Atenção Primária à Saúde - APS, responsável pelo encaminhamento conforme os critérios estabelecidos. Para pacientes dos demais municípios da Região de Saúde Ilha do Bananal, o encaminhamento ocorre pelo SISREG – Sistema de Regulação, seguindo o fluxo regional.

Dessa forma, o serviço não funciona por demanda espontânea, mas por meio de uma rede organizada de encaminhamento e regulação.

O CER também atua na mediação de processos relacionados à dispensação de Órteses, Próteses e Meios Auxiliares de Locomoção - OPMAL. Nesse fluxo, o fornecimento dos dispositivos é realizado pelo Governo do Estado, cabendo ao Centro intermediar o acesso e acompanhar os usuários.

O serviço também participa da mediação para a dispensação de materiais destinados às pessoas com ostomia, cujo fornecimento é de responsabilidade estadual.

Parceria que gera impacto social

A parceria entre a UnirG e o Município também contribui para a formação acadêmica. O CER tornou-se campo de estágio para estudantes da Universidade, aproximando os futuros profissionais da realidade do atendimento especializado.

Atualmente, acadêmicos dos cursos de Medicina e Psicologia desenvolvem atividades práticas no Centro, acompanhados e supervisionados pelos profissionais responsáveis.

Para o coordenador do CER, professor Me. Valmir Lira, a experiência aproxima os estudantes da realidade do atendimento multiprofissional e contribui para uma formação mais preparada para lidar com as especificidades dos pacientes.

“Diante do crescente número de diagnósticos de TEA, é fundamental que o futuro profissional da saúde tenha experiências práticas durante a formação. A vivência no CER permite conhecer a realidade terapêutica desses pacientes e suas especificidades clínicas, dentro de uma perspectiva multidisciplinar”, destacou Lira.

O espaço também apresenta potencial para ampliar a participação de acadêmicos de outros cursos da área da saúde, como Fisioterapia, Terapia Ocupacional e Nutrição.

De acordo com o gerente executivo, Deijares Oliveira, nos últimos meses o CER avançou na organização administrativa e assistencial, com a definição de fluxos de acesso, o fortalecimento da regulação e a integração com a Atenção Primária e os municípios da Região de Saúde Ilha do Bananal.

“Também estamos aperfeiçoando o acompanhamento dos usuários, a elaboração dos Projetos Terapêuticos Singulares e o monitoramento da produção, da lista de espera e dos resultados alcançados”, afirmou.

Para o segundo ano de funcionamento, a perspectiva é manter o aprimoramento do serviço, com investimentos na qualificação dos profissionais, revisão dos processos de atendimento e ampliação do quadro de servidores de acordo com as necessidades identificadas.

“Nosso compromisso também é ampliar a capacidade de atendimento, fortalecer a equipe multiprofissional, melhorar a estrutura física e a acessibilidade, além de adquirir equipamentos e materiais terapêuticos. Queremos reduzir o tempo de espera e oferecer um atendimento cada vez mais organizado, humanizado e resolutivo”, ressaltou Deijares.

Para a prefeita de Gurupi, Josi Nunes, o primeiro ano do CER representa um avanço na oferta de atendimento especializado e na integração entre o Município e a Universidade.

“Nosso compromisso sempre foi muito claro: cuidar das pessoas, e o CER tem esse propósito e representa um avanço para Gurupi ao oferecer atendimento humanizado e especializado em reabilitação física e intelectual”, destacou.

Segundo a prefeita, a parceria com a UnirG tem papel importante na consolidação do serviço. “Ver esse projeto funcionando há um ano, com tantos resultados positivos, é motivo de orgulho. Cada pessoa atendida representa uma história de superação. Agradeço à UnirG, que assumiu a gestão com competência e sensibilidade. Essa parceria mostra como o conhecimento acadêmico pode se transformar em benefício direto para a comunidade”, afirmou Nunes.

Os 6.720 atendimentos realizados no primeiro ano dimensionam o alcance do serviço e representam a consolidação de uma estrutura voltada ao cuidado especializado de pacientes e suas famílias.

“Completar o primeiro ano de gestão do CER é motivo de orgulho para a Fundação UnirG. Os quase 7 mil atendimentos realizados nesse período demonstram o alcance e a importância desse serviço para Gurupi e para a região. Mais do que números, cada atendimento representa uma oportunidade de contribuir para a autonomia, a funcionalidade e a qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias”, ressaltou o presidente da Fundação UnirG, Thiago Piñeiro Miranda.

Em cada avaliação, terapia, consulta ou orientação, o objetivo é contribuir para ampliar a autonomia, a funcionalidade, a participação social e a qualidade de vida dos usuários.

“A partir dessa experiência, seguimos com o compromisso de expandir a capacidade assistencial, aperfeiçoar os processos de trabalho e fortalecer cada vez mais a integração entre saúde, universidade e comunidade”, acrescentou Miranda.  

Ao completar um ano, o CER chega à próxima etapa com o desafio de ampliar sua capacidade assistencial, aperfeiçoar os processos de trabalho e fortalecer a integração entre saúde, universidade e comunidade.

O balanço evidencia que a parceria entre a UnirG e o poder público pode produzir resultados concretos para a população, ao unir assistência especializada, formação acadêmica e compromisso social.

 

 

Texto: Giselli Raffi - Jornalista

Fotos: arquivo pessoal CER






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