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27 de Agosto de 2026
A prevenção e o enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher foram tema de palestra realizada nesta quinta-feira, 27, no auditório do Centro Administrativo da Universidade de Gurupi - UnirG. A atividade foi direcionada, exclusivamente, aos homens e também abordou possíveis repercussões da violência no ambiente de trabalho, incluindo riscos psicossociais, assédio moral e assédio sexual.
Ministrada pelo delegado da Polícia Civil de Gurupi, Joadelson Rodrigues Albuquerque, a palestra apresentou dados sobre a violência contra as mulheres e o feminicídio. Participaram ainda da roda de conversa, o Oficial Investigador de Polícia da Polícia Civil do Estado do Tocantins, Charles Robson Alves de Araújo; o Oficial de Investigação Policial (Agente de Polícia Civil), Reinaldo Ramos de Melo , e o Policial Civil do Estado do Tocantins, Renato Mendes Arantes.
O encontro também tratou das diferentes formas de violência previstas na legislação, como física, psicológica, sexual, patrimonial, moral e a violência vicária. Esta última ocorre quando o agressor utiliza pessoas da rede de apoio da mulher, como familiares e dependentes, para atingi-la.
Segundo a gestora de Recursos Humanos da UnirG, Patrícia Campos Barros, a escolha de realizar uma atividade exclusiva para homens surgiu da necessidade de ampliar a sensibilização e estimular mudanças de comportamento.
“É importante fazer diferente para que os homens possam ampliar a percepção sobre o tema. Muitos praticam atitudes violentas sem reconhecer que elas também podem configurar violência. Todas essas formas de
agressão impactam negativamente a sociedade”, destacou.
O presidente da Associação dos Servidores Administrativos da Fundação UnirG (AsaunirG), Ricardo Batista de Oliveira, explicou que a iniciativa integra o projeto Conexão Saúde, desenvolvido pela entidade por meio do Conexão RH e que, neste mês, aborda a temática do “Agosto Lilás”.
“A conscientização dentro do ambiente de trabalho pode refletir diretamente em casa. O servidor instruído também pode contribuir para a redução da violência”, afirmou Oliveira.
Para o vice-reitor da UnirG, Me. Paulo Henrique Mattos, a iniciativa vai além de uma atividade institucional e reforça a responsabilidade da universidade na promoção de uma cultura de respeito e prevenção.
“O combate aos diversos tipos de violência é extremamente importante para nossa comunidade universitária. A UnirG promove essa iniciativa porque precisamos enfrentar o avanço da violência contra a mulher”, ressaltou. Paulo Henrique também destacou a gravidade dos índices de feminicídio no país.
O delegado, Joadelson Rodrigues Albuquerque, ressaltou a importância da participação dos homens nas ações
de prevenção.
“Precisamos conversar com os homens para promover uma reflexão e estimular mudanças de atitude. Dessa forma, eles também podem contribuir para o combate à violência doméstica”, afirmou.
Questionado sobre como enfrentar a violência contra as mulheres, o delegado foi direto: “Com mudança de atitudes e com educação”.
O presidente da Fundação UnirG, Thiago Piñeiro Miranda, reforçou a importância de ampliar a sensibilização para além do ambiente universitário.
“É importante que todos os servidores tenham essa consciencia para que possamos levar esses ensinamentos
aos demais ambientes de nosso convívio”, destacou.
"É extremamente necessário abordar esse tema, considerando os índices de feminicídio e de violência contra a mulher. A palestra também mostra a evolução das leis e apresentou exemplos práticos, contribuindo para ampliar nossa conscientização sobre os diferentes tipos de violência e seus impactos nos relacionamentos”, avaliou o servidor, Thiago Fernandes.
Agosto Lilás
O “Agosto Lilás” é uma campanha de conscientização e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. A mobilização foi instituída nacionalmente pela Lei nº 14.448/2022 e busca ampliar o debate sobre prevenção, proteção, direitos das mulheres e formas de denúncia.
Neste ano, a campanha ganha significado especial com os 20 anos da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006). A legislação é considerada um dos principais marcos brasileiros de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres.
Em 2026, a legislação também foi ampliada pela Lei nº 15.384, que incluiu a violência vicária entre as formas de violência doméstica e familiar e criou o crime de vicaricídio. (*)
(Com informações do site: https://agostolilas.com.br/ )*
Texto: Thaís Lira - Jornalista Ascom
Fotos: Haylma Jayne