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22 de Junho de 2026
Pesquisa realizada em Paraíso do Tocantins participa de estudos multicêntricos que investigam a exposição humana ao metal em populações da Amazônia Legal
A Universidade de Gurupi - UnirG participou, no último dia 19, do II Encontro do Instituto Amazônico do Mercúrio - IAMER, realizado no Hub de Inovação Guamá, da Universidade Federal do Pará - UFPA, em Belém/PA.
O evento reuniu pesquisadores, gestores e representantes das instituições que compõem a Rede IAMER para apresentação de resultados, troca de experiências e definição de estratégias voltadas ao fortalecimento das pesquisas sobre contaminação por mercúrio na Amazônia.
A UnirG integra a rede por meio de um polo instalado no campus de Paraíso do Tocantins, onde são desenvolvidos estudos voltados ao monitoramento da exposição humana ao mercúrio. A estrutura conta com tecnologia especializada para a quantificação do metal em fios de cabelo.
Entre os diferenciais do laboratório está o analisador do mercúrio DMA-80, equipamento de alta precisão
que permite realizar análises sem etapas complexas de preparação das amostras. A tecnologia garante maior agilidade nos procedimentos e confiabilidade nos resultados, ampliando a capacidade da UnirG de participar de pesquisas multicêntricas de alcance nacional.
As investigações desenvolvidas pela rede têm como foco principal a avaliação dos níveis de exposição ao mercúrio em populações da Amazônia Legal. Os dados obtidos auxiliam na compreensão dos impactos da contaminação ambiental sobre a saúde humana e podem subsidiar ações de prevenção e vigilância em saúde.
Segundo o pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da UnirG, professor Drº Walmirton Bezerra D'Alessandro, a participação da universidade demonstra o potencial científico das instituições localizadas fora dos grandes
centros.
“A integração ao IAMER possibilita à UnirG atuar em pesquisas estratégicas para a Amazônia com infraestrutura moderna e tecnologia avançada. Contribui ainda para a produção de conhecimento, fortalecendo a formação de pesquisadores e gerando impactos positivos para a sociedade”, destacou.
Além das atividades laboratoriais, pesquisadores da universidade participam de expedições científicas em municípios e comunidades da Amazônia Legal para a coleta de amostras biológicas. O trabalho integra um amplo banco de dados que permitirá mapear e comparar os níveis de exposição ao mercúrio em diferentes
regiões e grupos populacionais.
O encontro em Belém também serviu para alinhar novas etapas dos estudos, ampliar a cooperação entre as instituições participantes e discutir perspectivas futuras para as pesquisas.
A atuação conjunta da rede busca produzir evidências científicas que contribuam para o enfrentamento de um dos principais desafios ambientais e de saúde pública da região amazônica.
Fotos: arquivo pessoal