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08 de Abril de 2026
Em comemoração ao Dia do Jornalista, celebrado em 7 de abril, o curso de Jornalismo da Universidade de Gurupi – UnirG deu continuidade, na segunda noite da Semana do Jornalismo, aos debates sobre os impactos da tecnologia no fazer jornalístico contemporâneo. O encontro foi realizado no auditório do Senac.
Para a coordenadora do curso, Dra. Joyce Karoline Pontes, é fundamental refletir sobre a relação entre a Inteligência Artificial (IA) e o jornalismo. “Discutimos desde os desafios éticos até o papel dos algoritmos na produção e distribuição de notícias. A IA pode ser uma grande aliada, trazendo agilidade e inovação, mas jamais substitui o olhar crítico, a sensibilidade e o compromisso ético do jornalista”, afirmou.
Mesa-redonda
A mesa-redonda da noite abordou o tema “Jornalismo e IA: transformação técnica, dilemas éticos e novas oportunidades”. A mediação ficou por conta da professora Ma. Alessandra Duarte, do curso de Jornalismo da UnirG, e do professor Emerson Barros, coordenador de Inteligência Artificial da instituição.
O professor Me. Fabiano Fagundes participou de forma on-line, com a palestra “Algoritmos e Manchetes – Inteligência Artificial e o fazer jornalístico”. Mestre em Ciência da Computação pela UFSC, ele atua em cursos da
área de tecnologia e apresentou reflexões sobre o funcionamento das inteligências artificiais generativas, a automação de redações, o uso de big data e o suporte técnico ao jornalismo investigativo.
“Discutimos como a Inteligência Artificial, em especial os algoritmos de recomendação, estão transformando profundamente o fazer jornalístico. O jornalismo sempre teve um papel central na sociedade: verificar e distribuir informações relevantes. Esse processo era realizado por jornalistas e editores, mas hoje esses papéis estão sendo assumidos por algoritmos, que definem o que cada pessoa vê e, muitas vezes, o que deixa de ver”, relatou o palestrante.
Fabiano Fagundes destacou ainda que esses algoritmos influenciam na construção das manchetes, favorecendo conteúdos mais emocionais, polarizados ou sensacionalistas. “Isso está relacionado ao chamado clickbait, que busca atrair o público para clicar e consumir a notícia, muitas vezes em detrimento da relevância pública e do que realmente importa para a sociedade”, explicou.
A palestra também abordou o uso da Inteligência Artificial na produção de notícias, questões éticas, deepfakes e o futuro do papel do jornalista.
Na sequência, o jornalista Lucas Carvalho, CEO da Agência Semente Digital, falou sobre “O uso da inteligência artificial no agronegócio e suas aplicações estratégicas na comunicação de órgãos públicos”.
Segundo ele, o debate foi oportuno para refletir sobre limites
e possibilidades do uso da IA na comunicação. “É preciso entender até onde o profissional pode ir, considerando o público ao qual o conteúdo é direcionado”, afirmou.
O palestrante destacou ainda a ampla utilização da Inteligência Artificial no agronegócio, especialmente em maquinários e drones agrícolas, além de sua aplicação na produção de conteúdos audiovisuais. “O grande desafio é saber se o produtor vai confiar em um produto apresentado por um personagem criado por IA. No setor público, o uso também pode ser estratégico em determinados contextos”, pontuou.
A Semana
Voltada a jornalistas, comunicadores e interessados na área, a Semana do Jornalismo segue até esta quarta-feira, 8, no auditório do Senac. A participação no evento é mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível, que será destinado ao programa Mesa Brasil, do Sesc.
Luciene Marques /Ascom-UnirG
Fotos: Haylma Jayne, João Gonçalves e Luciene Marques


